segunda-feira, 16 de junho de 2008

Divagações

Depois de um fim de semana perfeito com um chegar em viçosa no minimo desastroso, hoje voltei a pensar no sentido da vida e nos ciclos vividos. Nos altos e baixos da vida e como sempre estamos felizes ou tristes ou certos ou errados ou indo bem ou indo mal. É engraçado como essas coisas são sempre seguidas e aparentemente inevitaveis...

Ja sentiu como se você ta em um momento muito bom, ou é porque vc saiu de uma tristeza muito grande ou logo depois acontece alguma coisa pelo menos proporcionalmente triste? E não precisam ser coisas relacionadas ao mesmo assunto, pode ser namoro e trabalho, amigos e familia etc.
Eu pelo menos tenho essa impressão com frequencia. Não sei se eu acredito em destino, mas as vezes penso que o karma é inevitavel... Ta bom? Otimo! Ta ruim? Bola pra frente. E assim a vida continua no seus altos e baixos.

Mas será que podemos controlar isso? Será que existe alguma fisica cosmica que diz que toda ação deve gerar uma reação mesmo quando o assunto é sentimento ou emoções?
Dai veio o pensar... uma teoria que realmente bate na minha cabeça quase que diariamente mas nunca parei para discutir com ninguém ou expor. Algo que gosto de chamar de neutralidade.
Essa neutralidade existe e tentar manter todas as suas ações/emoções a um minimo de maneira e não se deixar ficar muito triste, e como muito triste é a reação para muito feliz a neutralidade consiste em privar-se para evitar a reação cosmica, se é que ela existe. Um papo meio zen mesmo.

Isso quer dizer que o segredo pra neutralidade é ficar na cama sem tentar nada? Não! Muito pelo contrario, tentar e ter sucesso ou falhar depende de uma série de esforços e de ações e reações cosmicas inevitaveis para o continuo funcionamento do ser humano enquanto ser vivente. Não estou falando de não viver, mas sim de privar-se um pouco dos temperos da vida. Tentar manter suas razões, objetivos e escolhas em um territorio que não seja nem Yin nem Yang, nem positivo nem negativo, mas um zero. Não no sentido de vazio, mas no sentido de ser o meio exato de opostos infinitos.



E pra que se dar esse trampo todo? De calcular o quanto se deve fazer ou não fazer, o quanto curtir ou não curtir, o quanto ser bom ou ruim?
Para evitar o sofrimento, ao troco de privar-se de uma felicidade. Para manter sempre um nivel aceitavel de felicidade e tristeza, um sentimento continuo e claro e não supreendente, que não embaralhe seus julgamentos do dia a dia e que seja e o mantenha calmo e sereno. Uma forma de ter um maior controle sobre seu destino/karma/ka/vida ou seja la o que você acredita.

Sei la, acho que deve ser um jeito legal de se viver...

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